5 coisas para saber sobre champanhes e espumantes

Nem todo vinho que borbulha é um Champagne, está certo. E hoje existem variações infindáveis do tema espumantes disponíveis no mercado, que inclusive não para de crescer, então é sempre bom ficar de olho nas novidades! Mas voltando ao nosso assunto de hoje, ninguém duvida de que o Champagne é o vinho espumante mais famoso do mundo, tanto que até algumas décadas era um nome e qualquer vinhozinho efervescente podia ostentar um Champanhe no rótulo!

Hoje, depois de décadas de muita polêmica e discussões planetárias sem fim, existe um certo consenso de que Champagne é o vinho espumante produzido na região de Champagne, situada no nordeste da França, uma grande colcha de retalhos de pequenos, mas fortes produtores, distribuídos em cinco regiões vinícolas (os nomes serão úteis na hora que você precisar ler rótulos): Côte de l'Île de France, Vallée de la Marne, Côte de Champagne, Côte des Bar. Pronto, não se fala mais nisso, certo? Mais ou menos. Existem mais algumas borbulhas nesta garrafa, veja só:

 

1. AOC Champagne

 

Ao contrário da maior parte das regiões produtoras de vinhos, na Champagne existe uma única apelação, a Appelation d’Origine Controlée (AOC) Champagne, o que contribui para que lá, mais talvez do que em outros lugares, a gente sinta o fascínio dessa ligação tão íntima entre o vinho e o lugar onde ele nasce (o terroir). Além da mágica, a questão do nome se desdobra em direitos de uso de marca, é claro! O Brasil está entre os países que reconhecem o direito dos franceses. Nossos champanhes, na verdade, são todos espumantes. E se tem um vinho que fazemos bem por aqui, sem dúvida são eles!

2. O método

Para ser um Champagne, o vinho precisa ter sido produzido pelo método de “dupla fermentação”, chamado “champenoise”. Em linhas gerais, funciona assim: depois da primeira fermentação e já dentro da garrafa, adiciona-se uma solução adocicada que vai ajudar os fermentos ainda muito presentes no vinho a criarem a efervescência. Os franceses chamam este processo de prise de mousse, algo como “captura de bolhas”. As garrafas são então hermeticamente fechadas (e não é qualquer garrafa que aguenta a pressão que vai se formar lá dentro, acredite!). A duração deste processo varia conforme o saber e a arte do produtor. O mais interessante é que o método na verdade dá uma ajudinha para um processo que era natural nos vinhos da região: os fermentos residuais da primeira fermentação consomem açúcar e o transformam em álcool e gás carbônico, quer dizer, bolhas….

O método não é utilizado apenas na região da Champagne e, apesar de caracterizar os Champagnes, também não é o único jeito de se fazer espumantes. Os Crémants franceses são produzidos da mesma forma, embora o resultado final possa ser eventualmente um pouquinho menos efervescente. Existem vários tipos de Crémant, nomeados por região, como Crémant de Bourgogne, Crémant d’Alsace, Crémant du Loire, existe até um Crémant du Luxembourg! As Cavas espanholas também são feitas a partir do mesmo método, aliás, a Espanha é segundo maior produtor de espumantes do mundo (considere isso na sua próxima compra!) mas as uvas podem variar e incluem as variedades autóctones: Macabeo, Xarel-lo e Parellada.

3. As uvas

A Champagne fica ao norte da França, uma região mais fria do que as demais produtoras de vinho da França (dê uma olhada no mapa!) O clima contribui para que as uvas plantadas ali sejam um tanto mais ácidas do que suas contrapartidas cultivadas mais ao sul do país. Em algum momento, há séculos, as bolhas eram um “defeito”. Hoje são uma forma muitíssimo criativa de transformar um problema, em um diferencial! De modo geral, o terroir hoje é cultivado com Pinot Noir e Meunier, tintas, e a Chardonnay, branca. Outras uvas são permitidas, Arbane, Petit Meslier, Pinot Blanc e Pinot Gris. A grande maioria dos espumantes em todo mundo também é feita com essas uvas.

4. As cores

A cor do Champagne varia, dos tons de pérola até um dourado quase esverdeado, depende do blend e do estilo do vinho. Quanto mais potente a uva, mais profunda é a cor. Ao contrário do que em geral se pensa, a maioria dos Champagnes Rosés não é obtida pela maceração das uvas tintas que entram no blend, como Pinot Noir e Meunier. O que costuma dar os belos tons de pink aos vinhos é a adição de um pingo de vinho tinto. Tão pouco que o resultado é mais cor do que aroma ou sabor.

5. Borbulhas pelo mundo

Inúmeros países produzem seus espumantes usando o método tradicional ou “champenoise”, mas existe um outro, mais recente, e que é muito utilizado na produção dos espumantes da Itália, chamado Charmat. O vinho também passa por um duplo processo de fermentação, mas não na garrafa. Ele é colocado em grandes tanques de aço resistentes à pressão (autoclaves)e é neles que ocorre a segunda fermentação. O método é mais rápido e, juram alguns, produz espumantes mais leves. Hoje, mais e mais produtores estão utilizando o “charmat”. Os popularíssimos Proseccos, produzidos na região de Veneto, na Itália, outro dos grandes produtores de espumantes do planeta, por exemplo, são feitos assim.

Um terceiro método também é usado, inclusive aqui na nossa Serra Gaúcha, chama-se “asti” e envolve apenas uma única fermentação nos autoclaves. Originalmente, eram feitos assim os Asti Spumanti italianos, no Piemonte, elaborados com uma uva muito doce da região, Moscato Bianco. 

E então? Todo esse papo de vinho com bolhas deu vontade de brindar, não?

Confira nossos vinhos especiais (que borbulham) na nossa adega!

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