Lugares do mundo que produzem vinhos top e que (quase) ninguém sabe sequer onde ficam

Pois é, nas últimas décadas, a gente anda com a sensação de que o planeta está ficando pequeno para tantos vinhedos! Hoje, o mapa do vinho no mundo inclui regiões tão variadas quanto a Borgonha e o Valle del Maipo, Bordeaux e Cape Town, Toscana e Alsácia, Austrália e Mendoza, Douro e Nova Zelândia, Rioja e Napa Vale, Sicília e o Mosel, e cada vez mais países fora dos circuitos tradicionais investem maciçamente na indústria do vinho, o Brasil, incluído!

No entanto, quando você acha que já viu tudo, abre o site do NYTimes e descobre que a Criméia faz vinhos, e bons! A Criméia? E toca olhar no Google para descobrir onde mesmo fica a Crimeia que você já esqueceu, se é que soube algum dia!

A Crimeia era parte da URSS, de fato, uma região vinícola tradicional, que produz vinhos desde o século 4, mas cujo foco sempre foi quantidade, não qualidade. No passado, o esforço de produção era voltado para suprir a demanda do imenso mercado que era, na época, a União Soviética. Mas, pelo visto, os crimeus (sim, os habitantes da Crimeia são crimeus!) eram tão bons que alguns de seus vinhos fortificados até ganharam certa reputação, mesmo fora das fronteiras da URSS. O país tornou-se uma república independente da Ucrânia e foi anexado pela Rússia em 2014. A mudança política e as sanções econômicas provocaram uma guinada no mercado de vinhos da Criméia: competir com a vodka russa? Um tremendo desafio que não parece ter desanimado os jovens produtores. “O terroir assemelha-se ao da Borgonha, com seus dias amenos e noites frias”, garante um produtor local, Pavel Shvets, fundador da Uppa Wines, em entrevista para o NYT. A palavra de ordem é experimentação. Shvets cultiva 12 variedades de uvas nos seus 16ha de terras pertinho de Sebastopol, mas, segundo ele, são  as uvas Pinot Noir que produzem o melhor tinto e com Riesling e Chardonnay ele criou seus melhores brancos. Shvets, de 45 anos, tem uma meta compartilhada por outros produtores da região: produzir vinhos de altíssima qualidade, frescos e elegantes. E, como não podia deixar de ser, totalmente biodinâmicos. A vodka que se cuide! 

Outra região que pode surpreender você é a Suíça. Claro, você sabe onde fica a Suíça, mas prepare-se para incluir os vinhedos de Lavaux na sua lista de cartões postais deslumbrantes do planeta! Margeando o Lago de Geneva, no cantão de Vaud, estes vinhedos existem desde os tempos dos romanos e alguns produzem continuadamente desde o século 11, quando eram apenas ‘jardins’ dos monastérios beneditinos e cistercienses que dominavam a região. A paisagem, os vinhedos, e todas as técnicas tradicionais associadas à produção de vinhos foram consideradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Longe de dormir nos louros, a cada ano estes suíços vêm produzindo vinhos melhores. As chances de você conseguir experimentar algum fora da Suíça, no entanto, são pequenas. Menos de 2% dos vinhos são exportados, o resto é consumido por lá. Mesmo estes 2% acabam sendo caros e nem adianta falar em aumentar a produção: em Lavaux tudo é pequeno, exclusivo, artesanal e a cultura do vinho faz parte integrante da vida das pessoas. Os vinhos, sobretudo os brancos, feitos com a uva Chasselas, típica da Suíça e nativa do cantão de Vaud, são leves, minerais, com baixo teor alcoólico. Os suíços dizem: são vinhos para “matar a sede”! Mas com que elegância!  

Na lista de regiões vinícolas surpreendentes para visitar um dia, inclua também o Marrocos, com seus vinhos da Val d’Argan, que a revista Decanter definiu como: ‘belos vinhos do Rhône, com um toque de África do Norte’; Nashik, no estado de Maharashtra, que já tem quem defina como o Napa Vale da Índia e o Vale do Bekaa, no Líbano, que produz alguns clássicos singulares como os Châteaux Musar, Ksara, Kefraya e Massaya, a partir de uvas tão francesas como Cabernet Sauvignon, Merlot, Mourvedre, Cinsault, Grenache, Syrah e Carignan. Ah, não esqueça das Ilhas Canárias, porque os ingleses consomem os vinhos doces de Tenerife, produzidos a partir de Malvasias importadas, desde o século 15 (e os ingleses, como se sabe, entendem tudo de vinhos!). E por falar em ingleses, descubro em uma reportagem do Financial Times que os vinhos das ilhas são quase favoritos de Shakespeare (sim, você não acredita o que a gente consegue descobrir no Google!). Mas está lá, em Twelfth Night (1.3.74), fui checar: “é precisa uma taça de canário para insuflar espírito em você... esses são vinhos quentes e penetrantes!”

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