Petiscos (típicos) para acompanhar os jogos da Copa da Rússia e os vinhos para harmonizar com eles

Pois é, resolvemos complementar este post sobre comidinhas para reunir os amigos em frente à TV e torcer pelo Brasil na Copa do Mundo da Rússia com alguns petiscos típicos. Afinal, tudo é pretexto para entrar no clima da grande comemoração do futebol! Confira 3 ideias de comidinhas com inspiração eslava. E, é lógico, os vinhos que harmonizam com elas!

Que tal uma sopinha? Aproveite que os dias andam frios e prepare um Borscht, a sopa favorita de vários países da Europa do Leste, como a Ucrânia, a Polônia e, é claro, a Rússia. É fácil de preparar e você pode deixar tudo pronto para não ter trabalho na hora do jogo.

A sopa é a base de beterrabas e nossa receita é uma adaptação do borscht de Jeanne Savarin, extraída da antologia Cozinhar Melhor. Dizem que veio direto da corte do rei Nicolau II!?! Confira: para umas 8 pessoas, calcule 1 kg de beterraba que você vai cortar em tirinhas e refogar na manteiga junto com alho-porró, salsa e cebola. A sopa é tão popular que as variações são quase infinitas, incluindo desde cenouras e batatas, até abobrinha e pimentão...use sua criatividade. Depois de tudo bem refogado, junte caldo de carne, de preferência feito em casa, mas em tempos de Copa do Mundo, praticidades de supermercado são aceitas. Tempere com sal, pimenta, suco de limão, se gostar, e uma pitada de açúcar. As especiarias também podem variar: louro, alho, salsão, são apenas algumas das possibilidades. Na Rússia, eles servem a sopa com as carnes (do caldo) ou salsichas. Do lado, sempre um pote com creme de leite azedo (difícil de encontrar no Brasil, mas que você pode substituir por creme de leite ou iogurte ao qual acrescentou umas gotas de limão e uma pitada de sal)

E o vinho para acompanhar? O sabor bem marcante da beterraba e as especiarias que você vai colocar na sopa pedem vinhos encorpados como um Cabernet Sauvignon ou um Shiraz.

Outra ideia prática é preparar um Stroganoff para a torcida. Sim, um prato típico da Rússia, inventado, segundo consta em algum momento do século 19. Os cubos de carne tenra passados na farinha, dourados em um pingo de óleo e refogados com um pouco de vinho e de mostarda, são servidos com creme de leite azedo e batatas fritas. Nada de champignons e de cebolas, nem de arroz. Acompanhe com um supertoscano como o Sangervasio A Sirio ou um Cabernet Sauvignon chileno ou com um Malbec encorpado.

Se quiser algum acompanhamento ainda mais fácil para os dias de jogo, que tal blinis, a versão russa das nossas panquecas? Em geral, na Rússia os blinis são preparados com farinha de trigo mourisco, difícil de encontrar por aqui. Melhor você usar farinha de trigo e seguir a receita do Jamie Oliver que traduzimos aqui:

Misture em uma tigela 100 g de farinha de trigo integral, 70 g de farinha de trigo, 1 colher (chá) de fermento, 1 ovo batido, 250 ml de leite morno, 1 pitada de sal, até obter uma massa líquida. Deixe descansar durante uma hora. Aqueça um pouco de óleo em uma frigideira, apenas para untar. Faça as panquecas bem pequenas e finas. Que você possa pegar com os dedos e colocar na boca sem engasgar! Deve dar uns 32 blinis. Tradicionalmente, os blinis são servidos com salmão defumado, caviar, arenque, mas com a ajuda de um pouco de creme de leite azedo, você pode criar blinis de atum, de sardinha, ou versões doces com geleia e mel. 

É possível que você prefira seus blinis decorados com brilhantes bolinhas de caviar, neste caso, não vá fazer economia, escolha um Champagne. Com salmão defumado, o ideal é um Chardonnay com madeira. Sardinhas pedem um bom branco português

Gostou? Veja mais ideias de petiscos e seus vinhos favoritos!

Pipoca

Um clássico da combinação sofá-TV! Ainda mais em tempos de Copa. Pipoca, sobretudo se você preferir a versão natural, sem muita manteiga, vai bem com brancos, como os Chardonnays e os Sauvignons Blancs. Mas tem quem sirva pipoca com champanhe...e adore!

Churrasco

Quer melhor do que assistir os jogos saboreando uma picanha suculenta ou um pão quentinho com linguiça? Para harmonizar, escolha um tinto rico e encorpado. Não deixe a torcida pelo Brasil interferir na harmonização da sua carne e prefira um Malbec argentino.  Nenhuma derrota vai conseguir estragar essa combinação de carnes suculentas com estes vinhos aromáticos e intensos. Mas se não quiser mesmo optar pelos vinhos argentinos, escolha um bom Cabernet Sauvignon chileno!!!

 

Amendoim

Acredite, tem quem jure que o melhor acompanhamento para um punhado de amendoins não é a cerveja, mas os espumantes. Tem alguma razão nesse favoritismo. Espumantes costumam ser bons companheiros de alimentos salgados e se você curte os sabores agridoces, pode até escolher um espumante mais adocicado para acompanhar seus petiscos.

Minipizzas, bruschetas e minisanduíches de queijo e tomate

Na combinação, massa, tomate e queijo, a preocupação é a acidez do molho de tomate e a gordura do queijo. Então, tanto faz se você vai preparar uma pizza, um spaguetti, uma bruscheta ou um sanduíche, a ideia é que o vinho tenha acidez e frescor o bastante para se contrapor ao queijo e ao tomate. Dizem que boas harmonizações nascem quando você acompanha o prato típico com o vinho da mesma região. Se a regra vale, um Chianti italiano seria o acompanhamento perfeito para essa dupla queijo e tomate. Mas, cá prá nós, gosto de acompanhar esses pratos com um branco de boa acidez. Os brancos italianos vão bem aqui!

Salaminhos e outros frios

Digamos que você resolveu acrescentar algumas fatias de presunto cru na sua pizza, ou na sua bruschetta, ou resolveu deixar um prato de frios com pãezinhos na mesa em frente à TV. Os italianos juram que nada combina mais com presunto cru do que vinho, é claro! Mas precisa ser um vinho de bom corpo, alta acidez, alguma fruta. Mais uma vez, você poderia optar por algum italiano, como um Chianti ou um Rioja jovem. Ou faça como os espanhóis, e sirva Jerez com seus frios. Mas a surpresa é que espumantes também acompanham muitíssimo bem esses presuntos mais ‘fortes’, portanto, experimente um prosecco com seu parma!

Ricardo Santos, um importante produtor argentino, pioneiro na exportação de vinhos Malbec, que, aliás, faleceu recentemente, costumava dizer que o melhor vinho é o que você mais gosta, independente de modas, de hábitos, de ideias preconcebidas de harmonização.

Por isso, na hora da emoção da torcida, melhor escolher a boa companhia do seu vinho favorito! Haja coração!

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