Vinhos de corte: o melhor de cada uva

A combinação de diversas variedades de uvas para maximizar a expressão de um determinado vinho ou para realçar sabores, aromas, corpo e cor e criar vinhos únicos e mais complexos é o segredo maior da arte dos vinhos de corte, também chamados blends (o termo em inglês) ou assemblages (a expressão francesa).

Você está certo se pensar que talvez a palavra "arte" seja exagero, que vinhos de corte podem esconder defeitos ou tornar vinhos de má qualidade mais palatáveis. Mas estamos aqui falando do uso dessa técnica como arte. Porque apesar de dar a impressão de que as possibilidades de combinações são infinitas existem blends clássicos que viraram referência no mundo do vinho, assim como existem outros, raros, e que se tornaram marcas registradas da região onde são produzidos ou dos magos das vinícolas.

Uma das combinações mais tradicionais é o corte bordalês. Uma mistura clássica, que na sua origem, buscava replicar a combinação de uvas utilizadas para produzir os vinhos tintos da região de Bordeaux, na França. Uvas Cabernet Sauvignon fazem parte desse corte, junto com Merlot, e, em proporções menores, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec.

Outro corte que se tornou referência é o que está por trás dos Supertoscanos, da Italia, uma combinação de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Merlot e Petit Verdot.

Se todo mundo sabe quais uvas compõe tal e tal blend, onde está o segredo? Na proporção, claro! É aqui que a arte do vinho quase se mistura com a alquimia!

Os vinhos do Rhône são bons exemplos. Na região, são produzidas 15 variedades de uvas que podem ser combinadas para fazer tintos (alguns excepcionais!). As básicas são Syrah, Mourvèdre, Cinsault e Viognier. A partir daí, as possibilidades são inúmeras. Cada pequena DOC do Rhône tenta extrair o máximo dessas combinações para criar vinhos únicos, o Châteaunef-du-Pape por exemplo, é um corte de 13 uvas!

Apesar de serem regradas e cercadas de tradições, muitas vinícolas andam fazendo experimentações cada vez mais autorais. É o caso do chileno The Blend, da Viña Errazuriz, por exemplo. Os críticos e especialistas da Wine-Search até cunharam o termo Rare Red Blend para dar conta dessas novas experimentações.

A pergunta que fica é: os vinhos de corte, em geral, são piores ou melhores que os varietais? A resposta é única e exclusivamente pessoal e os enófilos, de todos os cantos do mundo ficam com o difícil papel de continuarem provando até encontrarem a combinação mais perfeita, mais sutil, mais misteriosa...

Vinhos de corte como o Numina Gran Corte 2012, produzido pelas Bodegas Salentein no Vale do Uco, na Argentina, um blend complexo e elegante de 64% Malbec, 18% Cabernet Sauvignon, 11% Merlot, 5% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot, você encontra na nossa adega. Venha conhecer!

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