Cru Bourgeois: um Bordeaux que eventualmente cabe melhor no bolso

Que a realeza francesa dos vinhos se situa em Bordeaux, na França, não há dúvidas. Château Margaux, Château d'Yquem são apenas dois dos famosos - e caríssimos – vinhos magníficos da região. Uma garrafa da safra de 1787 do Yquem foi vendida, em 2006, por mais de cem mil dólares: o vinho branco mais caro da história da enologia. Provar um vinho destes é uma experiência indescritível!

Deixando um pouco os mitos de lado, nosso comentário de hoje é sobre os Crus Bourgeois, classificação que reúne os châteaux do Médoc que ficaram de fora da primeira grande classificação dos vinhos da região, em 1855, quando foram criados os Crus Classés que virariam lendas no mundo do vinho. Nesta lista, feita a pedido de Napoleão III, foram incluídos os grandes châteaux da época, que pdoduziam os vinhos mais caros e, de maior qualidade. 

Hoje, o cenário mudou bastante. Bordeaux possui mais de 10 mil produtores ocupando seus poucos 130 quilômetros de extensão. E, ao lado dos grandes crus, também são produzidos vinhos baratinhos, para o dia a dia.

Os vinhos produzidos pelos châteaux e produtores que ficaram de fora na hora desta primeira organização, no entanto, não tem nada de “baratinhos”. Ao contrário, foi justamente por se sentirem injustamente excluídos que os produtores se uniram e tanto pressionaram que em 1932 foi criada uma nova classificação que se autodenominou Cru Bourgeois.

O nome remete aos habitantes da cidade, do burgo de Bordeaux, os bourgeois. E eram eles, em grande parte, os novos e prósperos proprietários dos châteaux da região.

A classificação foi questionada, desapareceu entre 2007 e voltou a valer em 2010. 246 vinhos fazem parte desta nova lista. Como a outra, também está dividida em três categorias de vinhos, os Crus Bourgeois, os Crus Bourgeois excepcionais e os Crus Bourgeois superiores.

Qual a diferença afinal? Apenas a forma de classificar e isso é um dos complicadores destes grandes acordos do mundo do vinho.

Os Crus Bourgeois se consideram uma família, diversa e rica, parte da herança cultural de Bordeaux. O critério da classificação é representar a qualidade e o valor dos vinhos tintos produzidos no Médoc em uma das seguintes appelations, Médoc, Haut-Médoc, Listrac, Moulis, Margaux, Saint-Julien, Pauillac, e Saint-Estèphe. Ou seja, ao contrário do que geralmente ocorre, os Crus de Bourgeois podem vir de diferentes regiões (terroirs), mas compartilham desta herança comum de Bordeaux, apesar de possuírem características singulares e que, evidentemente, vale a pena conhecer. Ah, e ao contrário da classificação oficial de 1895, todos os anos a lista dos Crus Bourgeois é atualizada para incluir novos vinhos!

Na nossa adega temos o Château Bel Air, um Crus Bourgeois do Haut-Médoc. Venha conhecer e experimentar!

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