Fique de olho: novidades no mundo dos vinhos do Brasil

Wineweekend, Vinhos do Brasil, Naturebas, Grande Prova Vinhos do Brasil...não faltaram eventos no mundo do vinho no último mês!
E eventos trazem novidades! Dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e do Projeto Vinhos do Brasil sinalizam um mercado que sofre com as instabilidades políticas, com as incertezas econômicas mas que vem crescendo nos últimos anos. O volume exportado saltou quase 80% em relação ao mesmo período de 2018 e deve continuar constante em 2019, segundo os especialistas. Resiliência do setor e potencial de crescimento do mercado ainda são as palavras mágicas que movem produtores, comerciantes e consumidores. 

Pinçamos algumas das novidades que andam pipocando por aí, confira:

Nossos espumantes só fazem sucesso! 
O carro-chefe dos bons resultados da exportação de vinhos brasileiros é, sem nenhuma dúvida, o nosso espumante, e o entusiasmo dos produtores só deve ajudar a compor um cenário ainda mais favorável à valorização das borbulhas do Brasil. ???? Na avaliação geral, nosso espumante já é uma referência internacional. E se competir com os vinhos de Argentina e Chile é difícil, os espumantes são nosso diferencial e estão à altura dos proseccos italianos e das cavas espanholas. Do lado do consumidor, pode perder o medo de experimentar. Os prêmios para nossos espumantes só acumulam. Recentíssimamente, por exemplo, o Aurora Brut, da Vinícola Aurora, recebeu sua terceira medalha de ouro em provas internacionais, no Sélections Mondiales des Vins, realizado em Quebec, no Canadá; o Garibaldi Moscatel Rosé obteve 91 pontos e Medalha de Ouro no Sommeliers Choice Awards, da Beverage Trade Network, em São Francisco e o Sur Lie, da Casa Valduga ganhou 94 pontos e o título de Melhor Espumante no guia Descorchados de 2019. Mergulhe nas borbulhas do Brasil! 

Afinal, o Acordo Mercosul/UE
Depois de 20 anos de negociações, os países do Mercosul assinaram um tratado de livre comércio com a União Europeia. O acordo está sendo considerado “histórico” e entre vários outros setores da economia, a expectativa é que vai afetar, e muito, o mundo do vinho aqui no Brasil. No comunicado oficial, o governo informa que "a redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda". A questão da abertura do mercado de vinhos é antiga e polêmica. Abrir mercados sempre parece bom, no entanto, como temos uma das maiores cargas tributárias internas do mundo nesse setor a preocupação dos produtores com a abertura sempre foi grande! O presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, por exemplo, declarou: "Em cima de uma garrafa de vinho, 55% são impostos. Vira uma concorrência desleal”. A solução para o impasse foram generosas contrapartidas, que, segundo o comunicado, comporiam um “pacote de produtividade irrecusável”, que inclui benefícios, como redução de impostos sobre insumos (rolha, garrafa, e sumo de uva, além de maquinário), financiamentos e a criação de um fundo para modernizar a indústria do vinho. O documento oficial ainda não foi liberado e os jornalistas especializados estão cautelosos. O acordo é preliminar, ou seja, ainda vai sofrer revisões (agora mais técnicas e jurídicas do que políticas e econômicas) e pode levar até 5 anos para começar a ser implementado. Vale aguardar os desdobramentos!

Valorizando as uvas “finas”
Assim como em toda a América do Sul, no Brasil a diversidade de uvas para produção de vinho é maior do que em geral a gente imagina e explorar esse potencial é uma tendência em todos os países que querem produzir rótulos de qualidade, sobretudo para o mercado externo. Além das variedades europeias, trazidas na mala dos imigrantes, existem as novidades. Segundo a Embrapa, seriam cerca de 70 as variedades de uvas “finas” tintas cultivadas no Brasil: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Tannat, Ancellota, Pinot Noir e Egiodola, sobretudo no sul do país, Syrah e Alicante Bouschet, no Nordeste, o Nordeste. As aquisições mais recentes seriam a Tempranillo e Touriga Nacional. No caso das brancas, seriam cerca de 50 variedades, como Moscato Branco, Riesling Itálico, Chardonnay, Prosecco, Trebbiano, e Moscato Giallo, no Sul, e Chenin Blanc e Moscato Canelli, no Nordeste. No livro Wines of South America, Evan Goldstein faz uma divisão um pouco diferente, mas igualmente interessante para quem quer tentar entender a incrível diversidade de uvas usadas para a produção de vinhos no Brasil. Segundo ele, deveríamos dividi-las em três grupos: as francesas, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Pinot Noir, as ibéricas, como Touriga Nacional, Aragonez/Tempranillo, Alicante Bousquet, e as italianas, Moscato, Prosecco, Ancellotta, Teroldego. Além dessas, um grupo de uvas “pouco usuais” também ocupa bom espaço nos vinhedos e nos rótulos, Marselan, Egiodora, e Arinaroa. Ufa! E não para por aí, os Tannats fizeram alguns rótulos campeões na Grande Prova de Vinhos do Brasil de 2018. O tema, claro, é extenso demais para esse post, mas fica a ideia: no nível da produção, as mudanças não vão parar de acontecer, portanto, abra-se para experimentações.  

Enoturismo em alta
Crescimento do mercado, profissionalização da produção, busca constante de qualidade, até o reconhecimento das Indicações Geográficas brasileiras -- Vale dos Vinhedos, Pinto Bandeira, Altos Montes, Monte Belo e Farroupilha --, tudo contribui para o avanço do enoturismo no Brasil. Além da receptividade característica dos produtores, em geral, famílias, o turista hoje conta com bons aeroportos, boas estradas, boa infraestrutura de hotéis, quer dizer, não tem desculpa para não harmonizar belos vinhos com belas paisagens.  Além do Vale dos Vinhedos, primeira Denominação de Origem do Brasil e um dos 10 melhores destinos de enoturismo do mundo, segundo a revista WineEnthusiast, as alternativas são várias e vão do sul ao norte do país: Campanha, Planalto Catarinense, Vale do São Francisco, Altos Montes, Pinto Bandeira, Garibaldi. Até a tradicional revista Decanter resolveu elencar as melhores vinícolas do sul do Brasil para visitar, veja só: Cave Geisse, em Pinto Bandeira, Miolo, Lidio Carraro e Almaúnica, no Vale dos Vinhedos, Salton, no Vale do Rio das Antas, Casa Perini, em Farroupilha. Quais são seus vinhos favorito? Pegue a mala e vá experimentá-los direto na vinha! Ah, e os cenários são deslumbrantes! 

 

Quer saber mais?

O artigo da Decanter sobre as vinícolas da Serra Gaúcha

https://www.decanter.com/wine-travel/south-america/brazil-wineries-serra-gaucha-413347/

A reportagem de O Globo sobre o acordo Mercosul/EU

https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/06/28/acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-o-que-preve-o-texto.ghtml

Para quem curte conferir estatísticas, relatórios e pesquisas, visite o site da Ibravin

https://www.ibravin.org.br/
Sobre as variedades de uvas, leia no site da Wines of Brasil
http://www.winesofbrasil.com/en/learn/grape-varieties/red-grapes/47

Um infográfico bem visual sobre a vitivinicultura do Brasil também na Wines of Brasil

http://www.vinhosdobrasil.com.br/pt/estatisticas-relatorios

 

Leia mais:

Minúsculo Dicionário de Palavras Fundamentais do Mundo do Vinho

Tudo sobre Cabernet Sauvignon

A marca registrada de Bordeaux, o corte bordalês

Vinhos de corte: o melhor de cada uva

Château Andriet e os Bordeaux Supérieurs

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