INFOGRÁFICO: o vinho no Brasil

 Assim como ocorreu nos demais países aqui da América, os primeiros exemplares de Vitis vinifera vieram para cá nos baús dos europeus. Variedades típicas do Velho Mundo, como não podia deixar de ser. Dizem que as primeiras tentativas de cultivo aconteceram aqui em São Paulo, mas na época o clima era um impeditivo e o cultivo nas regiões mais frias do Rio Grande do Sul teve um desempenho melhor (hoje o estado ainda responde por algo como 90% dos vinhos produzido no Brasil). 

A produção de vinhos por aqui no entanto vai precisar esperar quase que até a década de 1990 para tornar-se mais competitiva e mais voltada para o mercado internacional. A abertura das importações nesse momento foi um fator de mobilização -- um susto no início, mas ao qual a indústria reagiu muito bem --, assim como o acordo recente entre o Mercosul e a UE provavelmente também vai ser. Somos bons de desafios!!

E o fato é que o vinho brasileiro deu um salto de qualidade nas últimas décadas. E a tendência é que o cenário melhore cada vez mais. 

Os espumantes nacionais, por exemplo, estão dando um show no cenário mundial. Comprei recentemente o Casa Valduga Sur Lie e entendi porque ele tinha ganhado uma menção honrosa da revista Decanter. É excelente! Além desse, outros produtores como Casa Perini, Cave Geisse e Miolo também vem arrecadando prêmios internacionais. Show!

Já falamos aqui sobre as novidades no mundo dos vinhos do Brasil e também já comentamos da beleza que está a safra de 2018

Mas vale repassar alguns pontos, vejam se concordam comigo:

Ampliando as fronteiras: uma grande mudança das últimas décadas é o deslocamento e expansão das regiões viníferas para além das fronteiras do Rio Grande do Sul rumo ao Planalto . Catarinense, Vale do Rio São Francisco, Serra do Sudeste, Campanha e os Campos de Cima da Serra.

Mudança de foco: é muito clara a reorientação da indústria vinícola no Brasil em direção à qualidade.Os grande produtores vem investindo nos vinhos premium.  Além disso, também é bom ficar de olho nos pequenos produtores artesanais, que estão se dedicando aos vinhos naturais e biodinâmicos.

Explorando variedades: em todos os novos polos de produção a aposta são os vinhos premium com muita concentração, envelhecimento em madeira e um jeitão de “vinhos internacionais”. Mas vão surgindo pequenos vinhos mais leves e/ou originais com uvas diferenciadas, fora do “eixo Cabernet/Merlot” e Chardonnay. São alguns exemplos a Barbera, Sangiovese e Tempranillo.

Duas uvas para prestar atenção: Merlot cultivada no Sul, que cada vez se apresenta mais adaptada ao terroir brasileiro, e Pinot noir!

 

Confira o infográfico abaixo:

 

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