Os belos vinhos e as apostas do romântico Vale do Loire

O Vale do Loire é considerado um dos mais românticos destinos turísticos da França. A fama deve-se à inacreditável concentração de castelos espalhados pelas colinas muito verdes da região. O rio percorre 1000 km, entre Orleans e Anger, mas La Vallée de la Loire ou o ‘jardim da França’, como os franceses chamam, tem pouco menos de 300 km. Foi tombado pela UNESCO em 2000, como Patrimônio Mundial da Humanidade, por ser uma paisagem cultural construída ao longo dos séculos entre o rio, suas margens e as terras que ele irriga e as pessoas que ali tem vivido. Mas não foi apenas a importância histórica e comercial da região que motivaram o reconhecimento da UNESCO. As margens do rio estão desenhadas pelos mais belos jardins e, dizem, que o vale é o berço do interesse dos franceses pela paisagem. A impressão geral é que o Vale do Loire é um lugar tão encantador, que nada ali pode dar errado!

Além da paisagem de sonho e dos castelos de tirar o fôlego, o Loire abriga pelos menos 100 AOC (Appélation d’Origine Controlé) e algumas das mais antigas vinícolas da França. A região atualmente é famosa pelos brancos, como Sauvignons Blancs, Chenin Blanc, Melon de Bourgogne, e Chardonnay. Mas os rosés e os espumantes também merecem atenção. E alguns tintos como o Gamay e o Bourgueil, feitos com uvas típicas, como Cabernet Franc, Pinot Noir, Malbec (ou Côt, como dizem por lá).

A diversidade é tamanha que o rio acabou sendo subdividido e cada micro região guarda seus tesouros: os Muscadets, de Nantes, os Chinons Blancs, de Anjou, os Cabernets-Francs, de Touraine, e, no topo da lista,  os Sancerres e os Pouillys Fumés, no Alto Loire, a terra da uva Sauvignon Blanc. A única coisa que o Loire não produz são vinhos tintos robustos, o resto, quase tudo é possível nas colinas que margeiam o imenso rio.

Sancerre é uma comuna situada praticamente no centro da França, na margem esquerda do Loire, quase chegando na Borgonha, se você pensar a partir do Oceano Atlântico. Do outro lado do rio está Pouilly Fumé. Sancerre e Pouilly Fumé são duas das mais importantes AOCs do Loire. E se destacam no meio da imensa variedade de vinhos que a região produz, dos mais ‘dia a dia’ até os mais sofisticados.

O Loire produz vinhos desde o século I, mas entre o final do século 19 e o início do século 20, algumas vinhas começaram, misteriosamente, a esbranquiçar. As folhas murchavam, as uvas não amadureciam e, após alguns dois ou três anos, as vinhas morriam. A doença misteriosa se espalhou, causou um estrago gigantesco nas plantações e o negócio ficou tão sério que o governo francês até ofereceu recompensas a quem descobrisse a cura para as vinhas. Muitos anos se passaram, até que cientistas concluíram que os responsáveis por isso eram pequenos insetos dourados, batizados de Phylloxera vastatrix. Eles se instalavam na raiz das vinhas e sugavam suas seivas, matando-as, literalmente, de fome. Uma das causas possíveis da infestação, pode ter sido a exportação de vinhas indígenas, levadas da América do Norte para a Europa, que carregavam consigo pestes e doenças para as quais as vinhas europeias ainda não haviam desenvolvido resistência. A praga ficou conhecida como filoxera, ou a Grande Praga do Vinho. Afetou não apenas a região do Loire, mas muitas outras. 40% das vinhas da França foram devastadas pela filoxera entre 1850 e 1870.

Antes da praga, Sancerre era famosa por seus tintos leves, produzidos a partir de Pinot Noir. A filoxera, no entanto, mudou o rumo da história: a uva Pinot Noir é altamente suscetível à praga e a Sauvignon Blanc, afinal, provou-se mais resistente!

E o que foi um terrível episódio, virou um diferencial. Sancerre foi se reerguendo. Seus brancos e rosés estão entre os melhores do mundo!

Recentemente, no entanto, a região vem retomando a paixão pelos tintos, e os vinhedos voltam a receber mudas de Pinot Noir que vão dar origem a versões leves e aromáticas de um dos vinhos favoritos da França. Às margens do grande e majestoso rio, no jardim da França, mesmo os tintos são leves, elegantes e sofisticados!

Para celebrar os vinhos do Vale do Loire, na adega de RBG Vinhos você encontra o Domaine Vacheron Sancerre Rouge, produzido 100% com uvas Pinot Noir do Vale do Loire, e o Domaine Vacheron Sancerre Blanc, feito 100% com uvas Sauvignon Blanc. Navegue pela nossa adega!

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